Música e Adoração
"Adoração é a submissão de todo o nosso ser a Deus. É tomar consciência da Sua santidade; é o sustento da mente com a Sua verdade; é a purificação da imaginação pela Sua real beleza; é a abertura do coração ao Seu amor; é a rendição da vontade aos Seus propósitos. E tudo isto traduz-se em adoração, a mais íntima emoção". William Temple
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
ASSOCIAÇÃO RESGATANDO VIDAS - NA LUTA CONTRA AS DROGAS
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sábado, 3 de outubro de 2009
História da Música

A História da Música
Fábio Lindquist
- Introdução
O Ser Humano possui em sua vida sete "dimensões": Física, Espiritual, Intelectual, Social, Profissional, Afetiva e Familiar. De todas as realizações do Homem, a Arte é a que mais intrinsecamente permeia todas essas dimensões da existência humana. E de todas as Artes, a mais antiga é a Música.
Assim como o percurso da História do Homem, na suas lutas e realizações, se desenvolve na medida de milênios, do mesmo modo a Arte, expressão espontânea, necessidade da humanidade, floresce em tempos igualmente amplos. É uma exigência a tal ponto irresistível que não há momento do viver humano, por mais árduo que possa ser, que não se empenhe na criação artística.
A música é nossa mais antiga forma de expressão, possivelmente até mais antiga que a linguagem. De fato, a música é o Homem, muito mais que as palavras, pois estas são símbolos abstratos. A música toca nossos sentimentos mais profundamente que a maioria das palavras e nos faz responder com todo nosso ser.
Muito antes de o ser humano aprender a pintar, esculpir, escrever ou projetar algo, já sabia a produzir e apreciar os sons. Obviamente esses sons seriam hoje considerados apenas ruídos, mas considerando que "música é a arte de manipular os sons", o que o Homem primitivo produzia era música, ou um "embrião" musical.
O "instrumento" musical mais antigo que existe é a voz humana. Com ela, o homem aprendeu a produzir os mais diversos sons, e a agrupar esses sons, formando as primeiras linhas melódicas. Depois inventou os instrumentos musicais, que se multiplicaram e evoluíram ao longo da História. Muitos destes desapareceram, e a Música mudou muito em todo este tempo. Mas o gosto do ser humano pela música permanece intacto.
Para se estudar a Música, é preciso antes saber o que é música. A música não pode ter nenhuma definição objetiva, pois ela conserva um caráter de abstração, o que a torna algo sem uma definição fechada ou precisa. Ela é uma arte sem corpo físico, ao contrário do que acontece com a pintura, escultura, literatura ou a arquitetura, daí sua abstração. Pode-se dizer que ela não tem um significado, mas o produz em determinados contextos; ou seja, só é possível entendê-la através do vínculo estabelecido entre a música e os contextos (sociais, culturais, físicos) a ela ligados.
A música sempre foi uma parte importante da vida cotidiana e da cultura geral do homem. Hoje vê-se a Música sendo transformada em mero produto pela "Indústria do Entretenimento". Muitas vezes ela se torna um simples ornamento que permite preencher noites vazias com idas a concertos ou shows, organizar festividades públicas, etc. Há um paradoxo, então: as pessoas ouvem, atualmente, muito mais música do que antes, mas esta representa, na prática, bem pouco, e possui, muitas vezes, não mais que uma mera função decorativa.
Mas em todo o Mundo ela ainda mantém vivo seu caráter social, de transmitir sentimentos, de servir de elo com a Divindade, de perpetuar a História, a língua, a cultura e as tradições de cada povo.
A música é mais sublime das Artes, a arte que homens e Anjos compartilham.
Deve ser ensinada como uma língua, e não como mera técnica e prática, sem vida.
No princípio, todas as Artes estavam vinculadas à Arquitetura: Pintura, Escultura, Música, etc... Com o passar do tempo, a Pintura e a Escultura ganharam um status de Artes autônomas. A Pintura saiu das paredes e passou para as telas. A Escultura passou a ter corpo independente das edificações. Mas a Música continuou, e continua ligada à Arquitetura, ao espaço (construído ou não), pois música é acústica, e a acústica depende do meio onde o som é produzido. Uma mesma música tocada em ambientes diferentes nunca soará da mesma forma. Cada instrumento ou estilo musical funciona de maneira ideal em determinados tipos de ambientes arquitetônicos, pois deve ser levado em consideração o volume sonoro e o volume do ambiente, o eco (que pode ser prejudicial ou fundamental), a relação músico/ouvinte, e muitos outros aspectos.
Ao longo da História, a Música esteve tão dependente da Arquitetura, que esta era composta em função da edificação onde ela sempre era executada (a música sacra nas catedrais, a música da corte nos salões dos castelos). Mesmo a música do povo, tocada nas praças e nas ruas, carregavam em sua estrutura a "aura" do espaço adjacente, do estorno construído. O vazio e seu entorno também é arquitetura, pois arquitetura é a "arte de organizar o espaço".
Com a popularização da música, a partir do Século XIX, quando esta ficou cada vez mais acessível a públicos cada vez maiores, é que começou a ocorrer o contrário: a Arquitetura dependente da Música. Foram então projetadas as primeiras salas de concerto, com sua concepção arquitetônica toda voltada para as questões acústicas.
Este é o tema deste presente estudo: pesquisar a História da Música, analisando em todos os aspectos sua relação com a arquitetura, em como estas duas Artes evoluíram juntas, bem como os aspectos sociais, culturais e ideológicos que determinaram cada uma destas duas Artes
- Gênese
- Românico
- Gótico
- Barroco
Aprendendo Música e Canto
Teoria Musical - Conceitos Iniciais
Como Escrevemos as Notas Musicais
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Adorando através da Dança

A Adoração de Isaías: um Exemplo para Nós
Ramon Tessmann
Um dos maiores exemplos de adoração que encontramos na Palavra de Deus está em Isaías 6, 1-7. Este texto nos revela atitudes que devemos ter quando estamos diante de Deus: Ter temor de Deus, reconhecer o pecado, ser sincero com Deus e dar atenção somente a Deus. |
Temor de Deus:
Algo que nos chama a atenção nesta visão de Isaías é a maneira como os anjos se comportavam diante do Senhor. "Os serafins estavam acima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés e com duas voavam." (vers. 2) Por que os serafins cobriam seus rostos e pés, se eles são seres santos, que ministram louvor a Deus sem cessar?! Por que eles cobriam os rostos: Os serafins cobriam os rostos porque não estão acostumados com a glória de Deus e não se acham dignos de olhar para o Senhor. Por que eles cobriam os pés: Os serafins tapavam os pés como um sinal de reverência e respeito diante de Deus. Esta passagem nos ensina o quanto devemos ter reverência na presença de Deus, pois os próprios serafins, que são seres santos e puros, temem a Deus a ponto de se acharem indignos de estarem em Sua presença. Claro que temos liberdade para adorar a Deus, mas muitas vezes deixamos de nos admirar com a presença de Deus. Tratamos a Deus como um ser comum e depois não entendemos porquê não conseguimos mais sentir a presença do Senhor. Um exemplo disso é a falta de reverência que apresentamos inúmeras vezes quando chegamos na igreja antes de um culto ou celebração. Quantas vezes entramos na casa de Deus e corremos para conversar com os irmãos ou afinar os instrumentos e só vamos falar com Deus quando o culto já "começou"?! A primeira coisa que devemos fazer ao chegar na casa de Deus é orar pedindo misericórdia ao Senhor!
Reconhecer o pecado:
No instante em que Isaías percebe que está diante de Deus, ele, imediatamente, reconhece e confessa o seu pecado. Às vezes achamos que confessar pecados e adorar a Deus não estão relacionados, mas isso não é verdade. Muito pelo contrário, o arrependimento está intimamente ligado à adoração. Se nosso coração não estiver quebrantado, estaremos apenas louvando a Deus da boca para fora. Não adianta nada chegarmos na igreja e começarmos a louvar, erguer as mãos e glorificar a Deus, se estamos cheios de pecados não confessados.
Sinceridade na presença de Deus:
Ser sincero com alguém é falar a verdade, não esconder nada e se mostrar como você é. Quase sempre temos vergonha de falar para Deus quem nós somos de verdade. Queremos aparecer limpos e puros diante do Senhor, mas esquecemos que é Ele quem nos limpa e purifica. Precisamos chegar a Deus sujos e mostrar a Ele nossa sujeira, para que Ele possa nos lavar e, aí sim, estaremos limpos. Foi exatamente o que Isaías fez! Ele mostrou a Deus quem ele era: "... sou um homem de lábios impuros..." Deus conhece o nosso coração, por isso não devemos esconder nossas falhas diante Dele. Pode parecer difícil, mas temos que chegar para Deus e falar: "Senhor, eu sou um invejoso", ou "Meu Deus, eu sou uma fofoqueira." Seja qual for o nosso erro, devemos declará-lo para Deus, pois só depois que Isaías assumiu a sua falha é que ele foi transformado.
Ser sincero com Deus também é ser simples. Isaías podia ter dito muitas palavras bonitas ao Senhor, mas ele foi simples e expressou o que realmente estava em seu coração: "Ai de mim, estou perdido!" (vers. 5) Diante da grandeza de Deus, não adianta querermos falar bonito e tentar impressionar a Deus. Deus quer simplicidade e sinceridade e não palavras bonitas! Também temos que dizer a Deus aquilo que queremos realmente. Ser sinceros quando pedimos algo a Ele. Não minta para Deus! Por exemplo, se você quer aprender a tocar guitarra muito bem, peça para Deus te ensinar a tocar muito bem! Não fique dando uma de modesto para Deus pois Ele, mais do que ninguém conhece o seu coração.
Dar atenção somente a Deus:
Quando Isaías recebeu aquela visão de Deus, ele viu muitas coisas: viu os serafins, viu as colunas do templo tremerem, viu a fumaça que encheu o lugar... Mas quando ele avistou o Senhor, sentado sobre seu trono, ele não deu atenção a mais nada, apenas ao Senhor! Tanto que ele afirmou: "Ai de mim, estou perdido! Porque sou um homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios: e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!" (vers. 5) O profeta poderia ter relatado todas as outras coisas que tinha visto, mas o que tomou toda a atenção dele foi a visão do Deus Todo-Poderoso! Foi depois de ver a Deus é que Isaías se reconheceu como pecador. Temos que dar mais atenção à Deus do que às bênçãos Dele! Direcione toda a sua atenção ao Senhor, assim como fez Isaías.
Vida de louvor
| Salmos Acompanhe aqui um dos estudos bíblicos dados por Ana Paula Valadão Bessa durante a Conferência “Tocando a Trombeta”, no Japão Hoje veremos um pouco sobre o que é vida de louvor, ou seja, vida de gratidão e adoração a Deus. É do meu entendimento que o meu louvor não se restringe a um momento quando eu canto ou toco o meu instrumento. Meu louvor a Deus não está limitado aos momentos que chamamos de “culto”, com outros irmãos ou a sós. Meu louvor a Deus é um estilo de vida. A palavra “louvor” na Bíblia é halal, que significa exaltar, louvar, vangloriar. Ela possui termos derivados, como hillûl – júbilo festivo, exultação, canções de louvor, festas; mahalal – louvor; e tehillâ – louvor, atos dignos de louvor. Possui ainda sinônimos, como yadâ – louvar, dar graças; ranan – cantar ou gritar de júbilo; shîr – cantar louvores; barak – louvar, bendizer; gadal – engrandecer; rum – exaltar;zamar – cantar, tocar, louvar. Possui cognatos, ou seja, palavras de mesma origem, como alalu – gritar, vangloriar-se; sululu – saudar, aclamar, gritar, demonstrar alegria. Essa raiz em estudo, halal, ocorre 206 vezes somente no Antigo Testamento. Mas o uso mais freqüente dessa raiz diz respeito ao Deus de Israel. Quase um terço destas passagens acontece nos salmos e o maior número de ocorrências traz convocações, imperativos ao louvor. Na verdade, elas enfatizam a necessidade do louvor a Deus. O culto a Deus era o centro da vida do povo de Israel e estava fortemente ligado à vida e influência de Davi, o Rei amado. Convocações da Bíblia para que louvemos a Deus A Bíblia nos convoca a louvar a Deus continuamente, em todo o tempo: Salmos 34.1,2; 35.28; 71.8; 44.8; 63.4,5; 115.18; 119.164 (7 vezes, o que significa uma conta completa. Ele louva a Deus todo dia); 145.1-3; 146.1,2; Hebreus 13.15. Mas como fazer para louvar a Deus continuamente? Posso estar sempre cantando, ou assoviando, ou cantando em minha mente e coração. Posso sempre abrir a minha boca em minhas conversas para dar glória a Deus. Ou ainda, posso ter sempre uma atitude de louvor a Deus no meu interior, que é o oposto de um coração endurecido, cheio de críticas, reclamações e murmurações. A Bíblia nos convoca a louvar a Deus de dia: I Crônicas 23.30a (Davi instituiu 400 levitas para louvarem a Deus todas as manhãs com seus instrumentos e seu canto. Eles cantavam coisas do tipo: “O Senhor é bom e a sua misericórdia dura para sempre”); Salmos 35.28; 92.1,2; 113.1-3. Nos convida ainda para louvar a Deus de noite: Salmos 42.8; 63.6,7; 119.62; 134.1 (os adoradores, ao se despedirem, responsabilizaram os levitas por continuarem o louvor ao Senhor no decurso da noite – I Crônicas 9.33). A Bíblia nos convoca, ainda, a louvar a Deus por quem Ele é: Salmos 18.1,2; 22.3; 45.1,2; 48.1; 95.1-3; 96.4; 104.1; 107.1. Nos chama a louvar a Deus por seus poderosos feitos: Salmos 8.1; 9.1; 20.5; 30.1; 40.1-3; 66.1-3; 71.15; 98.1; 101.1; 106.1,2; 118.15; 150.2. Nos convoca a louvar porque é bom e agradável: Salmos 33.1; 54.6; 92.1; 147.1. Nos estimula a louvar a Deus no meio do seu povo e também entre os “gentios”, ou seja, os incrédulos: Salmos 18.49; 22.22-25; 34.2,3; 35.18; 40.3; 57.9-11; 96.1-3; 105.1,2; 111.1; 138.1. Há ainda várias referências que nos estimulam a louvar a Deus com instrumentos, com nosso corpo, vozes e vidas; no seu templo (ou santuário), porque ali era o lugar de adoração contínua; enfim, chama TODOS a louvarem ao Senhor. A palavra “adoração”, no Velho Testamento, é ’ãbad, que significa fazer (ou ser feito), criar (ou ser criado), executar (ou ser executado). Possui alguns termos derivados, mas no que se refere à vida de louvor, vemos que o sentido básico desta raiz se refere ao cumprimento de um dever ou atividade. Em Esdras 6.7 todo o povo foi conclamado a “fazer”. Entende-se isso por “obedecer”. Fazer a lei de Deus está intimamente associado à idéia de “adoração”, à qual, conforme entendida no pensamento judaico, era “serviço” ou “escravidão” a Deus. Aliás, esta idéia continuou de pé até a época do NT, conforme claramente se vê nas inúmeras vezes em que Paulo se refere a si mesmo como o “escravo” ou “servo” de Jesus Cristo. |
| Vários Esta é a segunda parte do estudo bíblico sobre vida de louvor, ministrado por Ana Paula Valadão durante a I Conferência de Louvor e Adoração "Tocando a Trombeta", em Agosto deste ano, no Japão Há também o termo pelah, que significa servir, adorar, reverenciar, ministrar. Este termo diz respeito ao serviço religioso e aparece em Daniel 3.17, trazendo a determinação dos amigos de Daniel em não servir – ou não adorar – a outros deuses. Para eles, a idolatria era algo tão errado que não adorariam nem serviriam a um deus falso, mesmo que Deus decidisse operar um milagre especial (como fez tantas vezes no passado). Eles não aceitaram cometer idolatria nem mesmo para salvar suas próprias vidas. O emprego mais curioso da raiz tem a ver com o nome de um dos companheiros de Daniel. Esses 4 jovens foram para o cativeiro babilônico tendo nomes claramente hebraicos, cada um deles com sentido simbólico relacionado à adoração de Iavé, o Deus de Israel. Hananias e Azarias são nomes que contém a forma abreviada do nome Iavé e significam, respectivamente, “Yah tem sido gracioso” e “Yah tem nos ajudado”. Seus captores babilônicos, porém, rapidamente alteraram seus nomes hebraicos (ou “iavísticos”) para nomes babilônicos – em especial, o novo nome dado a Azarias, “Abede-Nego”, tem um significado muito claro, parecendo uma dissimulação de “Abede-Nebo”, ou “escravo de Nabu”, deus babilônio da sabedoria. Era uma forma de humilhação no cativeiro, que simbolizava a vergonha de ter o seu nome verdadeiro trocado. Um aspecto importante do livro de Daniel é mostrar que Iavé ainda está no controle da história, a despeito do seu povo estar exilado e parecendo derrotado. Para confirmar isso, o clímax do livro está no relato do episódio na fornalha de fogo ardente, em que a mensagem objetiva é demonstrar a fidelidade de Daniel e seus companheiros em adorar somente a Iavé. Nenhum deus babilônio merece a adoração ou devoção do povo de Deus. Assim sendo, embora aqueles tivessem mudado o nome de Azarias para Abede-Nego, sua fé permaneceu firmada unicamente em Iavé. Existe ainda um outro termo para estudarmos, que é ’ãtar (orar, suplicar), com o derivado ’ãtãr (suplicante, adorador). Este termo tem o sentido de fazer uma oração ou súplica sincera, pedir ou implorar graça. Ele traz uma característica muito interessante: não possui nenhum vestígio de emoções falsas ou de “adulação”; pelo contrário, suas características são de simplicidade, sinceridade e confiança infantis em relação a Iavé. Este termo denota uma coerência e não uma disparidade entre a oração na adoração pública coletiva e a oração particular do indivíduo. A oração bíblica é espontânea, pessoal, motivada pela necessidade e não restrita e uma hora nem local. Significa que é possível chegar-se a Deus em todo local e toda hora do dia. Isso fica claro porque, na adoração de Israel, apesar das minuciosas instruções quanto aos sacrifícios, não existe uma liturgia rígida de oração. Esta devia ser espontânea. Das 20 ocorrências de ’ãtar, 8 aparecem no contexto das pragas do Egito (Êxodo 8.8,9; 8.28-30; 9.28; 10.17,18). Em Êxodo 8.28 estabelece-se um relacionamento entre sacrifício e oração de súplica. Atos sacrificiais aparecem associados a súplicas também em II Samuel 24.15, onde Davi oferece holocaustos e ofertas pacíficas para interromper a praga. Portanto, ’ãtar diz respeito a uma oração feita a Iavé numa súplica sincera e fala também da resposta favorável a esta súplica através da demonstração maravilhosa de sua graça e favor, como vemos em Gênesis 25.21. Temos ainda, no hebraico, outras 2 palavras que significam adoração:sãgad (prostrar-se em adoração), que é empregada em Isaías 44.15,17,19 e 46.6, e hãwâ (prostrar-se, adorar), encontrada em Neemias 8.6. Nestas passagens, “adoraram” seria melhor traduzido como “prostraram-se até o solo”. Esse ato era bem comum como prova de submissão diante de alguém superior. Os muçulmanos realizam sua oração, salah, com um gesto elaboradamente prescrito, chamado sugûd, em que a testa deve encostar no chão. Encontramos ainda referências a este gesto em Gênesis 22.5; 24.52; Êxodo 11.18; 34.8; Josué 5.14; I Samuel 15.25,30,31; 28.14; I Crônicas 29.20; Ester 3.2; Jó 1.20. Há exemplos de adoração comunitária de prostração em Êxodo 4.31; 12.27; 33.10; II Crônicas 2.18; e também ordens e convites a esta adoração em Deuteronômio 26.10 e em Salmo 95.6. Prostrar-se era um ato comum de auto-humilhação, realizado diante de parentes, estranhos, superiores e, principalmente perante a realeza (Gênesis 18.2; 19.1; 23.7,12; 42.6; 43.26,28; Números 22.31). |

